24 de fev. de 2011

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O medo não acredita totalmente na esperança. 
A questão não é não ter esperança, mas é saber que ela pode ser derrotada pelo medo e que a verdade pode ser esmagadora.
O medo sempre procura a pior opção. A esperança, a melhor. Quando eles se cruzam, é possível enxergar as coisas com mais lógica e clareza.
Alguns dizem que é falta de sensibilidade, outros chamam de frieza. Prefiro chamar de realidade.
E quem pode dizer que as pessoas não sentem? Arrisco-me a dizer que os mais sentimentais são aqueles que escondem isso de si mesmos, aqueles que vêem a verdadeira realidade. É nela que está a beleza de sonhar.
Tentar ver a vida logicamente é até sensibilidade demais!
Porque a vida não é lógica e muito menos clara. A vida é insana.

Fear and Hope
(~ratpat13 em www.deviantart.com)


8 de fev. de 2011

Não me perdi

Lembro como se fosse ontem. Eu queria crescer. Ainda escuto as pessoas me dizendo que, depois de uns anos, eu ia querer voltar no tempo e ser criança de novo. Não sabia que elas tinham razão. 

Eu sinto falta de como tudo era. De como os dias tinham o tamanho certo. A maior preocupação era encontrar alguém com quem brincar. Era fácil fazer amigos e muito difícil perdê-los, porque simplesmente não havia motivos. Os sorrisos eram muito mais sinceros e chegavam aos olhos. Não importava o que os outros pensavam, correr no meio da rua e rir de tudo era a coisa mais normal do mundo. A época em que a gente se vestia com qualquer trapo velho porque ninguém ligava para isso.

Eu sinto falta daquele tempo, onde as responsabilidades me intrigavam, e não assustavam. Onde um dia de sol significava brincar na rua e um dia de chuva significava brincar dentro de casa.
Eu queria poder voltar, viver tudo de novo, mas nunca seria a mesma coisa. Talvez a beleza do momento tenha sido vivê-lo sem saber que ele nunca mais voltaria. Talvez eu sinta falta de não ter ideia do futuro, de não saber o que quero, de não precisar me preocupar.
Foto por ~Romaeangel (deviantart.com)
Lamento ter perdido qualquer tempo daquela época querendo crescer. Crescer é chato. Muitas pessoas se perdem de si mesmas nesse processo. Não existem pessoas que não cresceram, mas existem aquelas que não aceitam quem se tornaram.

Ser criança não é só brincar, só fazer piada. É enxergar verdade nas pessoas, confiar, ver além do real, encontrar metáforas para cada simples aspecto da vida. Não é só fingir que uma barraca de lençol é um palácio, mas é contruir um reinado e um caráter para seus políticos. Não se derrota os monstros somente com uma espada brilhante; as crianças conseguem ver o que a faz brilhar. 

Quando digo que nunca quero perder a criança que fui, estou querendo dizer que pretendo enxergar sempre mais do que os olhos podem ver, encontrar motivos para sorrir quando todos quiserem chorar e lutar para contruir, ao redor de mim e onde mais for, o mundo onde quero viver.

Eu não me perdi no caminho e, ainda assim, encontro partes de mim aonde quer que vá.

7 de fev. de 2011

Adote e faça a diferença

Trabalho de Língua portuguesa II do ano 2010 por Ana Clara Stiehl, Érico de Oliveira e Juliane Alves Angeli.
Assista e adote a causa! 
xx

1 de fev. de 2011

Duas coisas sobre suas fraquezas

Primeira: não as demonstre; sempre tem alguém que vai usá-las para te derrubar.
Segunda: não as esconda de si mesmo; é mais fácil achar a cura quando se conhece a doença.

Foto por *m0thyyku (deviantart.com)

30 de jan. de 2011

Cansada de drama

Uns são mais fortes, superam seus problemas envolvendo o mínimo possível o resto do mundo. Outros precisam de um ombro amigo onde se escorar quando as coisas vão mal, afinal, não é fácil sofrer sozinho. Que seja, as pessoas são diferentes e é aí que está a graça em viver: poder conviver com características, defeitos, qualidades que não nos pertencem, mas que nos mantêm em constante evolução – ou pelo menos alguns de nós.
Enquanto houver vida nesse planeta, pessoas estarão sofrendo o tempo todo. Porque temos sentimentos e fazemos planos para o futuro, amamos, desejamos, traçamos objetivos, e é claro que, muitas vezes, somos esmagados pela verdade, pelas voltas que o mundo dá, por nossa insignificância perto da vida, por notarmos que não comandamos o futuro. Só podemos querer e lutar pelo que queremos... mas querer e lutar, às vezes, não é o suficiente. Cada mínimo detalhe que pode fazer as coisas darem errado para nós pelo simples fato de elas acontecerem exatamente naquele momento, naquele lugar, conosco e não com outro alguém! São tantas variáveis que é impossível não pensar: “Por quê eu, o que eu fiz para merecer?” Mas a verdade é que a vida faz suas vítimas e ela não se pergunta quem são. Se são assassinos, pedófilos, doadores de órgãos, pais de cinco filhos, ou crianças que têm muito para ver, muito para viver.
A verdade é que vamos ser derrubados incontáveis vezes por circunstâncias que poderão ser consequências de nossas atitudes, de atitudes alheias ou simplesmente do acaso, que pode mesmo mudar nossas vidas e, querendo ou não, nunca é previsível.
E, sinceramente, não vale a pena chorar por todos os tombos, fingir que cada pedrinha no caminho é o fim da linha. Drama é tudo o que eu vejo. Por coisas banais ou coisas que estão fadadas a acontecer, tragédias anunciadas. Muito drama podia ser evitado. Outra boa parte é tempestade em copo d’água, puro teatro, hipocrisia e lágrimas de crocodilo.
Não, o mundo não está acabando. Então pare de fingir que está. O céu não está negro; as estrelas não sumiram; o sol sempre vai aparecer, de novo e de novo, porque ele não precisa de você para isso; as tempestades acabam, muitas vezes dando origem a lindos arco-íris; as nuvens vão embora tão rápido quanto vieram... E, ainda assim, mesmo sabendo de tudo isso, você ainda acha que os seus problemas são os maiores do mundo, que a vida é uma masmorra onde você é o prisioneiro torturado. Só porque você é incapaz de levantar a cabeça e encarar a verdade: ninguém se importa com ninguém e ninguém é insubstituível. Nem você. O que não o impediria, se você fosse forte, de deixar sua marca no mundo, algo que as pessoas admirassem, que valesse a pena, que fosse verdadeiro.
E quando eu vejo pessoas que têm todos os motivos do mundo para estarem chorando, darem sorrisos sinceros que poderiam iluminar o mundo, acreditando que são capazes de superar a tristeza, que são capazes de seguir em frente, que não têm medo de lutar, que passam por situações difíceis porque realmente creem em si mesmas e no que elas têm a dizer ao mundo... eu tenho certeza de que os fracos não vencerão, não serão aqueles que almejam ser.
É a lei natural das coisas. Uns ganham e outros perdem. Para cada um de nós pode ser uma grande coisa escolher a qual lado pertencer. Mas, para o mundo, esse drama não existe. Não importa quem, desde que alguém vença.


23 de jan. de 2011

A cada dia que passa

Percebo que as atitudes não querem dizer o que parecem querer. Que os olhos nem sempre dizem a verdade. Que um sorriso pode ser mais carregado de desprezo do que palavras ásperas. Que o modo como uma pessoa trata a outra não diz nada sobre a relação entre elas. Que o silêncio pode ferir muito mais do que gritos. Que a dor pode ser escondida atrás de lindas risadas sem que ninguém perceba. Que só se sabe que uma pessoa é sincera quando ela não faz nada para parecer. Que é fácil se enganar com os outros. Que é ainda mais fácil enganar-se consigo mesmo. Que a maioria dos caminhos que escolhemos durante a vida, escolhemos sem saber. Que pensar muito pode ser um erro. Que fugir dos erros é fugir de si mesmo. Que, muitas vezes, um não pode abrir grandes feridas, mas um sim pode tirar o chão sob nossos pés. Que não existe nada que já não foi dito por alguém, alguma vez, mas podem existir inúmeras maneiras de dizê-las e é isso que diferencia cada pessoa no mundo. Que a vida é o que existe de mais lindo em todo o universo, apesar de ser difícil. Que, às vezes, não existe apenas uma verdade, e as distintas opiniões sobre tudo no mundo provam que essa é uma verdade inquestionável e, portanto, uma exceção.

Há pessoas que dizem que o tempo nos torna sábios. Porém, a cada dia que passa, eu entendo menos sobre as coisas. O que não quer dizer que eu deva parar de procurar as respostas para minhas perguntas.

Foto por: damnengine (www.deviantart.com)

18 de jan. de 2011

Frases prontas não me satisfazem mais

O que eu quero ouvir é a verdade do momento. O que eu quero sentir é o poder de não saber descrever, de não existir uma descrição. Eu quero a dor, o sorriso, a angústia, o horror, a felicidade, a inércia. Eu quero a originalidade, a perspicácia, o sarcasmo, a ironia, as piadas ruins. Me fascino pelas entrelinhas, pelo brilho nos olhos, pelo dizer alguma coisa tentando dizer outra, pelo não dizer e querer. Não quero mais frases que são usadas como desculpas para os sentimentos de muitas pessoas todo o tempo. Quero conseguir inventar os meus motivos. Eu quero egoísmo, quero emoção; que mal tem alimentar os monstrinhos que somos? Mesmo que seja cruel, quero dizer. Não quero descrever os meus momentos com palavras dos outros. Eu quero me ver em cada linha de quem eu sou.

12 de jan. de 2011

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Mentirosos estão por todos os lados,
Mas os piores sempre são aqueles dentro do espelho.

Fonte: ideiaseantiteses.blogspot.com

8 de jan. de 2011

Porque amar Sheldon Cooper

Por todos os motivos óbvios como ele ser um gênio em todos os assuntos do mundo, cético, ingênuo, fazer piadas inteligentes sempre terminadas em "bazinga", ter um certo problema com a convivência em sociedade e com as regras dessa suposta convivência, ser sempre sincero e, talvez principalmente, por ele ser prepotente, nunca estar errado e só precisar dele mesmo.

Como se isso tudo não fosse suficiente, o Sheldon ainda ama gatos!


No episódio "The Zazzy Substitution", para se curar de uma dor de cotovelo, Shelly leva um monte de gatinhos muuuuito meigos pro apartamento que divide com Leonard e dá um nome para cada um, normalmente nomes de grandes homens da história da ciência, mas tem uma exceção: Zazzy, o gato que ele elegeu como mais fofo de todos.

É impossível não amar Sheldon Cooper.

E, para não perder o hábito, clique aqui, Bazingueiro.

6 de jan. de 2011

Por que ficar sozinho tem que ser triste?

Parece que eu sou uma das poucas pessoas que acha a solidão agradável. Ficar consigo mesmo, sem se preocupar em fazer sala, em agradar, em não deixar o assunto morrer, tudo pelo simples fato de você não precisar fingir sobre quem você é pra você mesmo.
Mas no twitter, em blogs, em comunidades no orkut e até na minha vida eu tenho percebido que as pessoas odeiam a solidão... E eu não sei o porquê.
Hoje em dia estar sozinho, e mais, gostar de estar sozinho parece uma pena a ser cumprida, um martírio, o maior dos problemas e das tristezas. Quando eu perguntei porque as pessoas odeiam a solidão, as respostas ainda não me convenceram. É bom estar com os outros? Sim, é bom, mas não precisar ser uma necessidade, e eu até acho que não devia ser uma necessidade, porque em alguns momentos da vida todo mundo precisa ficar sozinho, e lidar com isso vendo a beleza e não a tristeza é muito mais fácil. 
Disseram pra mim, então, que conversar com outras pessoas é bom de vez em quando, e eu estou totalmente de acordo. Mas não é de "de vez em quando" que as pessoas parecem precisar hoje... É de tempo integral, é de todos os dias, todos os momentos, cada suspiro. E quando não se tem isso, parece o inferno na Terra. Mas, de novo, não deveria! E eu tenho uma teoria. Quando eu era mais guriazinha, eu queria agradar meus amigos, queria ser convidada pra todos os eventos, cada coisinha que cada um fazia, e eu realmente me magoava quando não me chamavam. E nesse tempo que eu tinha comigo, talvez até remoendo o que eu achava ser injusto, aprendi que a necessidade que eu tinha de ficar tão perto dos outros era porque eu não conseguia conviver comigo mesma, com aquilo que eu havia me tornado. Então eu mudei. Comecei a ser mais fiel aos meus ideais, a seguir as minhas ideias e percebi que, se não queriam a minha companhia, eu não queria a deles. 
Sabe aquela história de, quando a gente está por cima, começa a chover oportunidade? Quando perceberam que eu não precisava deles, era como se nunca tivessem me deixado. Mas eu já não era a mesma.
É por isso que eu não consigo entender como a solidão pode machucar tanta gente durante tanto tempo. A minha teoria é que a necessidade que temos de passar todo o tempo com outras pessoas é a saudade que temos de nós mesmos. E a solidão não me machuca. Estar com alguém que me conhece me conforta. 
Isso me lembra uma frase de Caio Fernando Abreu, que li em algum lugar, onde ele dizia: "Discretamente enviei sinal de socorro aos amigos. Ninguém ajudou. Me virei sozinho. Isso me endureceu um pouco mais". Transformar a dor em conhecimento.
A solidão, pra mim, não é fraqueza, é fortaleza.